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Ice Cup: Coco Leve relança copo com gelo pronto para bebidas

Copo ICECUP de coco com gelo 160g entre cubos de gelo, em fundo azul gelado.
Ice Cup chega sob o comando da Coco Leve com proposta inspirada na cultura de conveniência asiática.

Inspirado na cultura de conveniência asiática, o Ice Cup chega sob o comando da Coco Leve com uma proposta simples: sair do freezer, receber a bebida escolhida e estar pronto para consumo.


Escolher uma bebida, abrir um copo que já vem abastecido com gelo, completar e consumir. A experiência, bastante comum em lojas de conveniência de alguns mercados asiáticos, começa a ganhar uma nova aposta no Brasil.


A Coco Leve relançou o Ice Cup, um copo lacrado com gelo em cubos pronto para receber diferentes tipos de bebidas. Refrigerantes, energéticos, cafés, chás gelados, sucos e drinks estão entre as possibilidades sugeridas para o produto.


Com capacidade de 550 ml, o Ice Cup foi pensado principalmente para situações de consumo imediato, transformando o próprio recipiente em parte da experiência. Basta retirar do freezer, abrir, adicionar a bebida e consumir.


Mais do que vender gelo, a novidade explora uma mudança interessante na forma como produtos de conveniência podem ocupar o varejo brasileiro.


O que é o Ice Cup?


O conceito é direto: em vez de comprar uma bebida, gelo e eventualmente até um copo separadamente, o consumidor encontra no freezer um recipiente que já vem com os cubos de gelo.


Isso significa que o Ice Cup não está ligado a uma categoria específica. Ele pode receber desde um refrigerante ou energético até café gelado, chá, suco ou diferentes combinações de drinks.


É justamente essa liberdade de escolha que torna o lançamento interessante.


O produto funciona quase como uma base para criar a própria bebida: o gelo e o recipiente estão prontos, enquanto a combinação fica por conta do consumidor.


Inspirado nas lojas de conveniência asiáticas


Quem acompanha conteúdos sobre gastronomia e lojas de conveniência de países como Japão e Coreia do Sul provavelmente já encontrou uma experiência semelhante nas redes sociais.


Copos com gelo vendidos separadamente permitem que o consumidor escolha cafés, refrigerantes, bebidas prontas ou outras opções disponíveis na loja e faça a mistura no próprio recipiente.


O conceito do Ice Cup surgiu justamente após uma experiência desse tipo.


A marca foi criada em 2018 pelo publicitário Alexei Alba, CEO da agência MTech, depois de uma viagem ao Japão. Segundo as informações divulgadas sobre o relançamento, Alba encontrou no país formatos nos quais o gelo era comercializado individualmente e enxergou a possibilidade de adaptar essa dinâmica para o mercado brasileiro.


A proposta buscava reunir três fatores especialmente relevantes para esse tipo de produto: praticidade, porcionamento e procedência do gelo.


Coco Leve assume o Ice Cup


O Ice Cup foi adquirido pela Coco Leve, empresa conhecida principalmente por seus gelos saborizados para drinks.


A aquisição coloca o produto dentro de uma companhia que já trabalha justamente com a ideia de transformar o gelo em algo além de um componente secundário da bebida.


Para a Coco Leve, o copo passa a representar também uma nova plataforma de consumo.


Segundo Pedro Henrique Lima Silva, fundador e CEO da empresa, a proposta é permitir que o gelo tenha maior protagonismo na experiência e que o consumidor possa combinar o produto com diferentes categorias de bebidas.


Essa estratégia também faz sentido quando observamos o histórico recente da marca.


A Coco Leve já realizou projetos e parcerias envolvendo nomes como Beats, Baly, White Horse, Xeque Mate e Approve, explorando diferentes combinações entre gelo, sabores, bebidas e ativações de marca.


O gelo começa a virar produto, e não apenas ingrediente


Durante muito tempo, o gelo foi tratado praticamente como uma commodity: algo funcional que simplesmente mantém uma bebida fria.


Marcas como a Coco Leve vêm tentando mudar essa percepção ao transformar o gelo em parte da experiência de consumo.


Com gelos saborizados, formatos diferenciados e agora um copo pronto para receber bebidas, abre-se espaço para pensar no gelo como um produto capaz de gerar escolha, experimentação e até colaboração entre marcas.


O consumidor não está comprando apenas cubos congelados. Está comprando conveniência e uma etapa já resolvida da preparação da bebida.


É uma diferença pequena na execução, mas relevante na experiência.


O varejo também ganha novas possibilidades


O formato ainda cria um território interessante para supermercados e lojas de conveniência.


Como o Ice Cup não possui uma bebida pré-definida, diferentes marcas podem se beneficiar da associação.

Imagine, por exemplo, uma ação colocando o copo ao lado de determinado energético, refrigerante ou bebida pronta. Ou uma edição especial criada para acompanhar um lançamento. Ou ainda embalagens personalizadas em festivais, shows, praias, eventos e outros ambientes nos quais bebidas geladas têm alto consumo.


A Coco Leve já sinaliza justamente essa possibilidade ao considerar o próprio copo uma plataforma para collabs, edições especiais e ativações de marca.


Do ponto de vista de marketing, o formato cria algo especialmente valioso: uma embalagem que participa ativamente do consumo.


Meta da Coco Leve é chegar a 200 mil unidades em 2026


O relançamento não parece ser apenas um teste pontual.


Segundo informações divulgadas pelo GKPB, a Coco Leve projeta comercializar 200 mil unidades do Ice Cup ainda em 2026 e estima recuperar em aproximadamente um ano o investimento realizado na aquisição da marca.


O número mostra a expectativa da companhia em transformar o conceito em uma categoria relevante dentro de seu portfólio.


O desafio agora será observar como o consumidor brasileiro responde ao formato.


Afinal, apesar da simplicidade, o produto exige também uma pequena mudança de hábito: perceber que um copo contendo apenas gelo pode ser comprado como um item independente e posteriormente combinado com outra bebida.


Uma tendência que pode crescer no Brasil?


O Ice Cup chama atenção justamente porque transforma algo extremamente simples em experiência.


O gelo já estava no copo. O consumidor já comprava a bebida. A inovação está em reorganizar essas etapas e apresentá-las de uma forma mais conveniente. É uma lógica bastante presente no chamado convenience food: não necessariamente inventar um alimento ou bebida completamente novo, mas remover fricções do consumo.


E há outro componente importante: personalização. Em vez de escolher uma combinação pronta, quem compra o Ice Cup decide o que colocar dentro dele. Refrigerante? Energético? Café gelado? Chá? Suco? Um drink? O mesmo produto pode acompanhar diferentes momentos do dia e diferentes perfis de consumidor.


Para a Coco Leve, isso pode significar uma oportunidade de ocupar um território que vai além dos gelos saborizados e aproximar a marca ainda mais do mercado de bebidas.


Para o consumidor, fica uma proposta bem mais simples:

pegue o copo, escolha a bebida, complete e aproveite gelado.


E talvez seja exatamente essa simplicidade que faça o Ice Cup funcionar.

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