Dia do Croissant: a história, o charme e o sucesso eterno do ícone francês
- Dalton Bermejo Wang

- há 4 dias
- 3 min de leitura

O Dia do Croissant vai muito além da manteiga e da massa folhada
Celebrado em 30 de janeiro, o Dia do Croissant é mais do que uma homenagem a um item de padaria. Ele representa tradição, técnica, memória afetiva e, acima de tudo, a capacidade que um alimento tem de se manter relevante mesmo em um mercado cada vez mais acelerado e cheio de tendências passageiras.
Poucos produtos conseguem unir simplicidade aparente e complexidade técnica como o croissant. À primeira vista, ele parece apenas um pão folhado. Na prática, é o resultado de um processo rigoroso que exige precisão, tempo e matéria-prima de qualidade — especialmente a manteiga, protagonista absoluta dessa história.
A verdadeira origem do croissant (e por que ela surpreende)
Apesar de ser um símbolo indiscutível da França, a origem do croissant não é exatamente francesa. Sua história remonta ao kipferl, um pão em formato de meia-lua criado na Áustria no século XVII. O formato fazia referência direta à lua crescente, símbolo associado à vitória austríaca sobre o Império Otomano.
Foi somente ao chegar à França que o produto passou por uma transformação definitiva. Os padeiros franceses adaptaram a receita, incorporaram técnicas de laminação com manteiga e criaram aquilo que hoje conhecemos como croissant: leve, aerado por dentro, crocante por fora e com camadas perfeitamente definidas.
Esse refinamento técnico é um reflexo direto da cultura francesa, onde panificação é tratada como patrimônio gastronômico.
Técnica, tempo e paciência: o que torna o croissant especial
O que diferencia um croissant comum de um excelente croissant está nos detalhes. A laminação correta, o descanso da massa, a qualidade da manteiga e o controle de temperatura fazem toda a diferença no resultado final.
Não é à toa que muitos chefs e padeiros afirmam que o croissant é um verdadeiro termômetro técnico de uma padaria. Se o croissant é bom, provavelmente todo o restante do portfólio também será.
Em um mercado cada vez mais dominado por produtos ultraprocessados, o croissant artesanal surge como um símbolo de resistência: poucos ingredientes, técnica apurada e respeito ao tempo do alimento.
Por que o croissant continua tão relevante em 2026?
Mesmo com a ascensão de novas tendências — pães de fermentação natural, receitas proteicas, versões sem glúten — o croissant segue firme como um dos itens mais desejados em cafeterias, hotéis e padarias premium.
Alguns motivos explicam essa longevidade:
Versatilidade: funciona no café da manhã, brunch, lanche ou sobremesa.
Base neutra: aceita versões doces, salgadas e releituras criativas.
Experiência sensorial: o som da casca quebrando ainda é um gatilho emocional poderoso.
Valor percebido: mesmo simples, é associado a sofisticação e prazer.
Além disso, o croissant se adaptou ao novo consumidor. Hoje ele aparece recheado, em versões híbridas, em sanduíches gourmet e até em formatos virais nas redes sociais — sem perder sua essência.
O croissant como ativo estratégico para marcas e padarias
Do ponto de vista de negócio, o croissant é um produto extremamente estratégico. Ele tem alto valor percebido, margem interessante e funciona como porta de entrada para o consumidor conhecer o restante do cardápio.
Datas como o Dia do Croissant são oportunidades perfeitas para:
Criar edições especiais
Oferecer combos com café
Trabalhar storytelling nas redes sociais
Reforçar posicionamento artesanal ou premium
Não se trata apenas de vender um produto, mas de vender uma experiência clássica, algo que atravessa gerações e conecta pessoas.
Um clássico que não precisa de tendências para existir
Enquanto muitos alimentos surgem e desaparecem conforme o algoritmo, o croissant segue firme porque não depende de modismos. Ele se sustenta naquilo que nunca sai de moda: boa técnica, ingredientes de verdade e prazer à mesa.
Celebrar o Dia do Croissant é celebrar a gastronomia como ela deve ser: simples na essência, complexa na execução e memorável na experiência.


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