Da carne ao código: como a tendência das proteínas tem refletido a transformação industrial
- Dalton Bermejo Wang

- 4 de jan.
- 3 min de leitura
Por que a tendência das proteínas é um dos maiores movimentos da inovação alimentar

Introdução: A nova era das proteínas
A tendência das proteínas está mudando radicalmente o cenário da alimentação global. Do tradicional processamento de carne à integração de tecnologia digital e biotecnologia, esse movimento — que alguns chamam de “da carne ao código” — representa uma transformação industrial em larga escala, onde alimentos deixam de ser apenas produtos agrícolas e passam a ser produtos de alta tecnologia para resolver desafios como sustentabilidade, segurança alimentar e eficiência produtiva.
O que é a tendência das proteínas e por que ela importa
A tendência das proteínas se refere à mudança nas formas de produzir, consumir e pensar sobre proteínas alimentares. Isso inclui:
Proteínas alternativas: alimentos plant-based (origem vegetal) e proteínas cultivadas em laboratório, que visam reduzir o uso de recursos e impactos ambientais.
Proteínas por fermentação de precisão: uso de microrganismos para produzir proteínas com alta eficiência e menor impacto ambiental.
Automação e digitalização industrial: uso de tecnologia — desde sensores IoT até algoritmos — para otimizar a produção e rastreabilidade.
Esta tendência não é apenas nutricional: ela transforma toda a cadeia industrial, desde a fazenda até o prato, com foco em eficiência, sustentabilidade e inovação.
Tecnologias que impulsionam essa revolução
🧬 1. Cultivo celular e agricultura celular
O cultivo de carnes em laboratório (cultured meat) e outros produtos derivados de células está emergindo como alternativa ao abate de animais, usando técnicas de biotecnologia para criar alimento molecularmente idêntico à carne tradicional — porém com menor pegada ambiental.
🧪 2. Fermentação de precisão
A fermentação de precisão usa microrganismos para produzir proteínas específicas ou moléculas nutricionais, abrindo caminho para proteínas alternativas sustentáveis que podem substituir ingredientes de origem animal.
🤖 3. Industry 4.0 e digitalização
Tecnologias da Indústria 4.0 — como IoT, Big Data, automação e blockchain — estão sendo incorporadas na produção de alimentos para aumentar a rastreabilidade, reduzir desperdícios e criar processos mais eficientes.
Impactos ambientais e sociais
A tendência das proteínas também está ligada a questões climáticas e de consumo consciente:
Redução de emissões de carbono e uso de água na produção de proteínas alternativas em comparação à pecuária convencional. Revista KDEA 360
Maior disponibilidade de alimentos nutritivos para uma população global em crescimento.
Mudança nos hábitos alimentares e na percepção de valor nutricional e ambiental dos alimentos.
Desafios que ainda precisam ser superados
Embora promissora, essa transformação enfrenta barreiras:
Custo e escalabilidade da produção de proteínas alternativas e carnes cultivadas.
Aceitação do consumidor, que pode resistir a produtos “tecnológicos”. Jornal da Unesp
Regulamentação e infraestrutura industrial para operar com novos modelos de produção.
O papel da indústria alimentar e do mercado
Empresas e indústrias alimentares estão respondendo à tendência das proteínas com inovação contínua: desde startups que usam biotecnologia para criar novos produtos até grandes corporações que investem em linhas plant-based e sistemas automatizados de produção.
Conclusão: uma revolução no prato e na fábrica
A movimentação “da carne ao código” simboliza uma nova fase da alimentação industrial — uma integração entre tecnologia, sustentabilidade e nutrição. Para marcas como a MoodFood, que valorizam inovação e responsabilidade ambiental, entender essa tendência das proteínas é essencial para comunicar valor, educar o consumidor e liderar a conversa sobre o futuro dos alimentos.
Fonte: revistakdea360.com.br
Foto de VD Photography na Unsplash




Ótimo texto! Vocês acreditam que a barreira de preço das carnes cultivadas (lab-grown meat) será quebrada nos próximos 5 anos ou ainda vai demorar mais para chegar ao consumidor comum?
Excelente análise! A ideia de ir 'da carne ao código' resume perfeitamente o momento atual. A fermentação de precisão