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Aos 26 anos, ele conquistou a Estrela Michelin: O segredo por trás do Chef que cozinha com afeto

Atualizado: 9 de jan.

Entre dornas de prata e o rigor da alta gastronomia, um jovem talento prova que o ingrediente mais valioso não está no guia francês, mas na memória afetiva.



Chef jovem de dólmã branca sorrindo em uma cozinha moderna com iluminação quente, representando o sucesso na gastronomia Michelin.
Foto: Divulgação

A trajetória do Chef Caio Tomás parece um roteiro de cinema. Alcançar o ápice da gastronomia mundial antes dos 30 anos é um feito para poucos, exigindo técnica impecável e resiliência. No entanto, o que define este chef não é apenas o domínio do sous-vide ou a precisão do empratamento, mas a sua motivação genuína: a comida que abraça.


“Tudo que eu faço é baseado numa lembrança. Eu queria que minha mãe comesse algo que lembrasse a infância dela — só que de um jeito novo”, diz o chef.

A fome que vem da alma


Caio não estudou fora, não estagiou em restaurantes parisienses nem passou por cozinhas estreladas. Diferente de outros nomes que ostentam o título de Chef Estrela Michelin, a formação de Caio aconteceu nos corredores do mercado: os corredores do mercado de São José, a panela de pressão chiando e a tentativa de reinventar o sarrabulho sem perder o gosto de casa.


E talvez aí esteja a razão do sucesso: a comida de Caio toca primeiro o coração, depois o paladar.

“Eu não tenho problema com Nutella, miojo ou caviar. Pra mim, comida boa é a que faz a gente fechar o olho. Seja um torresmo ou um steak tartare”, afirma, em um tom que combina com o manifesto da Mood Food: prazer em comer, sem frescura ou culpa.


O reconhecimento como Chef Estrela Michelin é apenas o começo


A estrela veio com o prato mais comentado do cardápio: um tartar de carne de sol com maionese de coalhada, chips de banana verde e farofa de castanha-de-baru. Ousado? Sim. Mas também simples. A essência do prato não está no rebuscamento, mas na coragem de confiar nos próprios sabores.


“Tem chef que cozinha pra impressionar. Eu cozinho pra lembrar. Lembrar da vó, da infância, da ressaca depois da balada. Comida tem que ser honesta.”


Comida com alma, não com ego


Caio Tomás é, acima de tudo, um exemplo da nova geração de chefs que não fazem distinção entre o que é gourmet e o que é de boteco. Ele acredita que existe beleza em tudo que é feito com verdade — da lasanha congelada à pupunha na brasa.


Você também acha que comida boa é aquela que te faz feliz?


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